Leitura Panorâmica

Latest Articles

sábado, 13 de outubro de 2012

Bryan Mills orienta filha pelo celular momentos antes de
ser sequestrado. Foto: Adoro Cinema
Na fila do cinema, para um reencontro com amigos e amigas em pleno Dia das Crianças, a ideia era assistir a comédia nacional "Até que a sorte nos separe". Mas a lotação das sessões com horários acessíveis para nós, nos fez mudar os planos. Não sabíamos ao certo o que assistir, e nessa cada um sugeriu um filme diferente. Eu falei dois títulos que excluiria naquele momento, um deles o Busca Implacável 2. Apresentei argumentos. O primeiro era que não tinha assistido 'o um', além de não ter a mínima noção do que tratava a película. O amigo que estava 'doido' pela obra estrelada por Liam Neeson logo retrucou: "Nunca negue um filme que você não tem informações sobre ele".

Corda dada, ele começou a defender o tal Busca Implacável 2. Com um belo poder de persuasão ajudado pela pressa em termos que definir logo, pois faltava pouco para chegar a nossa vez na bilheteria, fomos pela opção do filme dirigido por Olivier Megaton. A obra conta a história de Bryan Mills, um ex-agente da CIA que vai à Turquia realizar um trabalho e se depara, surpreendentemente, com o pai de um terrorista, assassinado por Bryan ao resgatar sua filha que estava sequestrada pelo tal terrorista turco, tudo isso no primeiro lançamento de Busca Implacável. 

Caso a história ficasse 'só nisso', seria mais um filme de ação com perseguição eletrizante e troca de tiros e socos para deixar a plateia em êxtase. Mas o enredo é muito bem amarrado justamente pela filha de Bryan, a bela Kim, interpretada por Maggie Grace, que na trama está aprendendo a dirigir, e tem no pai seu maior professor de direção. Parece uma situação aleatória. Seria, se a menina não fosse obrigada a conduzir um táxi roubado em Istambul para fugir dos terroristas. No carona, Bryan troca tiros com Murad, que os persegue na tentativa de sequestrá-los, enquanto a ex-esposa do ex-agente americano - e mãe de Kim -  já está sob poder do grupo de extermínio. 

Filme bom é aquele que faz você não perceber que a hora está passando. Apesar de bem amarrado, o contexto da história não tem nada de extraordinário, mas é justamente o trabalho dos atores, somada a ação estonteante do filme, que faz a obra superar as expectativas. Passou aproximadamente uma hora e quarenta minutos e eu nem me dei conta. 

É claro que não sou um cinéfilo, muito menos um analista de cinema. Mas também não sou fã de carteirinha de filmes de ação, muito pelo fato de gostar de ser surpreendido quando vejo uma película e por achar, talvez por preconceito bobo, que obras desse gênero abusam da mesmice. Talvez seja o que meu amigo nos disse ao nos convencer por essa escolha: "Filmes de ação tem que ser vistos no cinema, assim como comédia". Ele estava certo. Busca Implacável 2 é para ser visto na telona. E quem assim o faz, dificilmente se arrepende. Obra super recomendada! 
Continue reading

sábado, 6 de outubro de 2012

No debate da TV Globo, população teve chance de
conhecer melhor os principais candidatos. Foto: G1
O Rio de Janeiro está em ebulição. Prestes a sediar uma final de Copa do Mundo e uma edição dos Jogos Olímpicos, estamos vendo nossa cidade sofrer inúmeras mudanças. Com as eleições deste ano, tivemos uma excelente oportunidade para discutir o Rio de forma séria e profunda. A meu ver, a função de instigar essa discussão coube ao candidato Marcelo Freixo, que surgiu como principal opositor à gestão atual (até porque, vamos e venhamos, Aspásia Camargo, Otávio Leite e Rodrigo Maia sequer fizeram cosquinha e nunca foram ameaça à reeleição de Eduardo Paes). 

O candidato do PSOL possui propostas interessantes, embora eu não concorde com todas. Mas não há como negar que foi, durante a campanha, a alternativa mais forte ao modelo de continuidade proposto pelo atual prefeito. Se a gente puxar pela memória as primeiras pesquisas divulgadas pela mídia, Freixo não tinha tanta vantagem sobre os representantes do PV, do DEM e do PSDB como passou a ter da metade para o final do primeiro turno. Esse crescimento se deu justamente quando Marcelo Freixo explorou o modo como pretende governar, com a explicação das suas propostas mesmo tendo bem menos tempo de TV que seu principal concorrente. Explorou também seu prestigiado trabalho à frente da CPI das Milícias. Foi a antítese necessária que todo governo precisa ter, bem como aponta a democracia e a chance de discussão sobre RJ que se faz necessária nesse momento pontual que pode mudar os rumos da cidade profundamente.

Marcelo Freixo, do PSOL, não manteve o pique inicial
nas pesquisas. Foto: G1
Quando o deputado e professor por formação fincou sua bandeira no segundo lugar das pesquisas, com os jovens frequentadores das redes sociais preenchendo sua militância, talvez por empolgação ou por inexperiência na disputa do pleito para o Poder Executivo, Freixo cometeu erros a meu ver. Passou a reclamar bastante do pouco tempo de propaganda na televisão. Só que foi uma escolha dele não fazer parcerias com outros partidos para aumentar esse tempo, pelo menos é o que ele sempre disse. E aí está o primeiro erro. O que é a política senão o diálogo? O que é a política senão o convencimento, não apenas de parte do eleitorado, mas também da classe política, de que o seu modelo é o melhor? Ora, ele sabe que ninguém governa sozinho. O PSOL não tem esse poder porque não tem representatividade maciça no Legislativo. A prova disso é que ele sempre deixou claro que só trataria de apoios no segundo turno. Mas o que é errado num momento passa a ser certo noutro? Em todos os debates televisivos, Freixo fez questão de classificar a coligação de Eduardo Paes como "relação espúria" dos partidos envolvidos. 

Outro erro de Freixo, parecendo ser um caso mais de desespero, foi atacar desenfreadamente o prefeito Eduardo Paes. Ele reclamou tanto, num momento anterior, da falta de tempo em suas propagandas para explicar suas propostas - algumas delas que ainda não foram compreendidas por boa parte da população - e quando teve esse momento nos debates, se apresentou - agora sim - à massa como o candidato que reclama, ataca e critica o atual gestor. Ora, isso até o Rodrigo Maia sabe fazer, e fez. Então qual seria a diferença de Freixo para Maia mostrada ao povo? Qual seria a diferença de Freixo para tantos outros candidatos que já vimos e continuamos a ver por aí que não se cansam de criticar uns aos outros e em muitos casos, anos depois, acabam se juntando aos antes criticados? O Garotinho e o César Maia não cansaram de criticar e atacar um ao outro e olha a posição dos dois atualmente... 

Freixo construiu militância, mas não conseguiu fazê-la
crescer como precisava. Foto: G1
Quando precisava buscar seu espaço no conhecimento do eleitorado, Freixo e sua militância fizeram o certo, explorando o trabalho já feito e o plano de governo. Mas quando teve a oportunidade de ficar mais conhecido, Freixo se portou como muitos, não se mostrou tão diferente como tem potencial para ser. Talvez esse tenha sido seu maior erro. 

Vale lembrar que na disputa da prefeitura em 2008, foi a vez de Gabeira ser a principal antítese do modelo majoritário (Eduardo Paes concorreu tendo apoio do governador Sergio Cabral, também do PMDB, e do presidente Lula) . Diferentemente do que fez Freixo neste pleito, o candidato do Partido Verde intensificou, do início ao fim, a apresentação das suas idéias. Cresceu na primeira metade da disputa como Freixo este ano, e cresceu muito mais na segunda metade aproveitando os debates televisivos. Foi para o segundo turno e perdeu com 49% dos votos. Na hora do voto final, a diferença entre Gabeira e Paes foi pequena, de apenas 50 mil votos, conforme informou o site da Revista Época

Pelo que apontam as pesquisas das eleições 2012, dessa vez a história não será exatamente a mesma. Talvez Freixo faça dessa disputa um aprendizado para o próximo pleito, a menos que ocorra um fato inesperado e inexplicável neste 7 de outubro. O segundo turno seria a chance - em que pese a apresentação das propostas - do Rio de Janeiro ser discutido como merece e precisa. Só que a sede de Freixo está fazendo o candidato chegar ao pote com o leite já derramado...    
Continue reading

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

A ideia de voltar com o blog já vinha se desenhando na minha cabeça há muito tempo, mas a decisão acabou não sendo tomada com tanta pressa, um pouco por conta da minha ocupação com a reformulação do Leitura Esportiva (falarei mais a respeito em outro momento) e bastante por conta de uma indefinição da temática que eu adotaria neste espaço. Cabe lembrar que quando encerrei as atividades no Futebol & Variedades, por achar que a linha editorial não estava coerente com aquilo que eu desejava, resolvi criar dois blogs dissidentes, o próprio Leitura Esportiva, com a participação de outras tantas pessoas, e este aqui, o Leitura Panorâmica, que falaria de outros assuntos off-esporte, porém com um foco maior na música, e no cinema que ficaria a cargo do amigo Efraim Fernandes. Mas o meu trabalho na época - em um estúdio fotográfico - aliado ao tempo que eu me dedicava ao LE, me impediram que eu mantivesse este espaço atualizado.

Trabalho no Globoesporte.com

No entanto, o mundo dá voltas. Em março deste ano aconteceu algo na minha vida profissional que me satisfez bastante. Saí do meu antigo trabalho (o que era um desejo) para assinar um contrato temporário com o Globoesporte.com. 

A experiência profissional que tive foi sensacional. Só tenho a agradecer a oportunidade. Fiquei quase todo esse tempo participando da elaboração das 'versões web' das principais matérias que foram ao ar no Esporte Espetacular nestes seis meses. Eu achava que com a experiência que tinha dos blogs e mais a experiência que tive na Revista 'Doentes por Futebol', quando, na função de chefe de redação treinei bastante a economia de caracteres na elaboração e edição dos textos das matérias, além, claro, do que aprendi na faculdade, já teriam me gabaritado o bastante para desempenhar um trabalho mais profissional, como esse na Globo.com/TV Globo. Mas vi que ainda tinha muito o que aprender. E aprendi. Além de ter conhecido profissionais fenomenais como a galera do departamento de vídeos do Globoesporte.com e os profissionais da tv que mais tive contato, como o Régis Rösing, a Glenda Kozlowski, o Tande, o Thiago Asmar e toda a equipe do EE, assim como o repórter Kiko Menezes, com quem tive a chance de realizar minha única externa nesse período, quando fomos a um hotel em São Conrado e na comunidade do Vidigal fazermos uma matéria sobre um projeto social do ex-jogador Figo. Como a matéria era para o Esporte Espetacular, fui para fotografar e colher qualquer informação necessária para a versão web da matéria.

Durante o período que passei no GE.com, tive uma experiência diferente no momento dos Jogos Olímpicos de Londres. Meu posto de trabalho era na sede jornalística da TV Globo, no Jardim Botânico e, nas vésperas da abertura do evento londrino, fui transferido para a redação do Globoesporte.com, localizada na Barra da Tijuca. Lá fui escolhido para compor o time de 'tempo real' dos Jogos. Também foi bacana. Muita correria com as informações (um dos pratos favoritos dos jornalistas), além de ter conhecido novos amigos e ter ampliado o meu leque de aprendizados. Provavelmente meus amigos do Facebook não gostaram tanto quanto eu da experiência, pois a cada "TR" que eu iniciava, eu postava o link na minha timeline. Algumas pessoas devem ter me bloqueado por isso, mas essa foi a única forma que eu encontrei para avisar aos amigos qual disputa eu estava acompanhando naquele dia.

Como um conto de ficção, quis o destino que o meu contrato se encerrasse no dia 22 de setembro, um dia após a cerimônia da minha formatura. Com certeza será um momento em que eu jamais me esquecerei.  

O Leitura Panorâmica daqui para frente

A proposta que trago para este espaço é diferente da que eu tinha quando inaugurei o blog. Primeiro que eu não me impedirei de falar de esportes por aqui, sobretudo futebol e Flamengo. Segundo que não vou me concentrar na música. A linha editorial será bem próxima daquilo que o nome "Leitura Panorâmica" sugere. Vou falar dos mais variados assuntos. E, embora este post tenha um viés egocêntrico, também não utilizarei essa página para falar de mim, até porque detesto blogs que funcionem como diário de vida particular, seja de pessoa anônima, como eu, ou de um famoso. Falarei de assuntos públicos e publicáveis. No máximo, talvez volte a publicar sobre alguma experiência que venha a ter, mas com uma temática mais profissional do que pessoal. 

E como eu não pensei em nada criativo para encerrar este post, vou finalizá-lo desta forma mesmo, sem nada demais. Caso você queira voltar a este espaço outras vezes, sinta-se a vontade. Pelo menos até o fim do ano é provável que eu mantenha este blog atualizado. 



Continue reading

quarta-feira, 4 de abril de 2012

Um novo projeto será tocado aqui no Leitura Panorâmica. Aguardem mais novidades nos próximos dias.

Abraços!
Continue reading

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Por Efraim Fernandes 

Tom Cruise declarou que nunca lhe animou enumerar as aventuras do agente Ethan Hunt. Ele segue essa idéia na quarta aventura intitulada Missão Impossível: Protocolo Fantasma com a idéia de trazer novas histórias e introduzir novos personagens, expandir o universo centrado nos agentes da IMF (Força Missão Impossível).

E eis que Brad Bird, egresso do cinema de animação (Gigantes de Ferro, Os Incríveis e Ratatouille), realiza a proposta de Cruise, entregando com total confiança possivelmente o melhor capítulo da franquia cinematográfica de Missão Impossível, uma aventura de ação dosada, divertida, fazendo roer unhas e com pequenas reviravoltas.

Fica claríssimo o desafio que é estar à frente de umas das maiores franquias de histórias de espiões do cinema, já que para cada roteiro havia uma assinatura diferente por diretor.

Há dezesseis anos, Brian DePalma na película original criou um clima de espionagem, com a quebra de confiança, agentes duplos e nada parece ser o que realmente se mostrava. Um verdadeiro espetáculo de luzes, espelhos e fumaças.

O segundo filme, no ano de 2000, brindou os fãs com a visão tão característica de John Woo com os pombos em pleno vôo, movimentos de câmera lenta, dramatismo e closes súbitos. O quebrar das ondas em baixa velocidade no embate final entre Hunt e Sean Ambrose (a personagem de Dougray Scott) ou os tiroteios onde vemos o poder do dramático do slow motion com sonoplastia e canto em coro urgem a emoção, uma dança mortal.

Em 2005 chega J.J. Abrams na terceira parte humanizando num tom intimista as ações de Ethan (o resgate da esposa Julia, encarnado por Michelle Monaghan) usufruindo recursos de flashbacks, muito avistadas na série Lost, e havia um quê de Alias, finada série estrelada por Jennifer Garner.

Em Protocolo Fantasma a assinatura de Bird, que se encaixa perfeitamente com o roteiro de Josh Appelbaum e André Nemec, pode ser vista nos planos aéreos e vertiginosos das tomadas, além de vislumbrar o espectador com os cartões postais: a aventura passa por locais como Dubai Praga, Moscou, Índia e Vancouver.

E para cumprir as missões, um aparato tecnológico atrás do outro de forma nunca antes vista, parte vital do funcionamento da fita, a força motriz do roteiro. Incríveis gadgets, tais como uma roupa metálica e luvas que desafiam gravidade, o clássico disfarce com máscaras, carros potentes e altamente avançados com tela touch no pára-brisa e assim segue.

Mas parte importantíssima da diversão reside no outro lado da moeda: a química coesa do elenco. Simon Pegg retorna como alívio cômico, falastrão e gênio dos computadores, agora promovido à agente de campo. Os novatos na franquia são Paula Patton e Jeremy Renner que trazem para si a confiança na atuação e estão à altura do desafio que é compor o universo de espiões. E fica subentendido que é possível que Tom Cruise, numa manobra ousada, passe o bastão para o trio em futuras novas missões.

Na trama o protocolo fantasma é acionado pelo governo Norte-Americano quando o complexo Kremlin sofre atentados terroristas, e o bode expiatório é a IMF por ter de abortar a missão que foi mal sucedida na busca por informações.

Ethan e a equipe composta por  Brandt (Jeremy Renner), Benji (Simon Pegg ) e Jane Carter (Paula Patton) são considerados os responsáveis e obrigados a se retirarem de campo, sem qualquer ajuda externa, ou abrigo.

E obviamente se qualquer um for capturado serão acusados de terrorismo por incitar uma possível guerra nuclear entre as nações estadunidenses e russas. O mundo vive agora o momento mais tenso desde o fim da Guerra Fria.

A personagem de Tom Wilkinson, que mantém uma amizade de anos com Hunt, apesar de obrigado a seguir o tal protocolo dá ao protagonista a chance de operar fora das restrições de qualquer agencia e ir atrás dos verdadeiros mandantes dos atentados. E assim começa um memorável filme para os fãs.

Bird, entrega imagens vertiginosas com o IMAX pensadas exclusivamente quando o senhor missão impossível de fato executa umas das cenas mais impressionantes do cinema atual: Pendurar-se a mais de oitocentos metros no Burj Khalifa, um dos prédios mais altos do mundo, localizado em Dubai. Esta cena em questão faz a louca acrobacia do pendulo do terceiro filme (feita parcialmente em CG) parecer coisa de amador!

Tudo tem uma grande profundidade de imersão, e de certo ver o astro pendurado é um dos momentos mais impactantes da fita. Cruise está suspenso apenas por cabos, feito com ‘a cara e a coragem’, sem computação gráfica. A regra era não cair, brincou Cruise quando entrevistado por David Letterman.

Caros cinéfilos, sendo assim encerro afirmando que o pavio nos primeiros segundos de projeção é aceso e queima rapidamente numa escalada de perseguições de carro em tempestades de areia, diálogos divertidos que mesclam cenas tensas que precedem ação crua, indo em direção ao paiol que explode. Tudo termina em uma cortina de fumaça cinematográfica ao vento. O impossível em Protocolo Fantasma faz-se parecer moleza, mesmo que por um triz.

Um divertido conto de espião que para os saudosos irá remeter-se em certos momentos à série clássica, mas que irá agradar e muito aos jovens e os que simplesmente curtem um bom cinema de ação com uma trama inteligente, rica em mínimos detalhes. Aqui a missão é cumprida: a diversão!
Vejamos como Skyfall, o vigésimo terceiro filme de James Bond, se sai nas telonas depois do impacto radical de Protocolo Fantasma.

E uma rápida nota do redator: Ei, Paula Patton, eu não sou impossível e ainda viro a sua missão, caso aceite, sua linda!

Nota 9,0 - Explosão Áudio-Visual 


Continue reading

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012


Efraim Fernandes também era colunista do Futebol & Variedades e agora integrará o Leitura Panorâmica.

Por Efraim Fernandes

Antes do tempo começar na Terra para os homens e animais, havia o Paraíso. E numa guerra sangrenta, os vencedores se clamaram deuses e os que perderam foram banidos para o monte tártaro, os Titãs.

O arco de Épiro foi perdido, a arma mais mortal de todas, e por muito tempo a grande guerra foi esquecida até que o Mal ressurgiria na figura do Rei Hipérion (Mickey Rourke) em busca dessa mesma arma para libertar os Titãs e libertar o inferno na Terra. Ele simplesmente passou a desdenhar os deuses do Olímpo quando mulher e filha lhe foram tomadas e mortas, e nessa frustração (verdade seja dita) quer o fim da era da fé humana nas preces.

Com essa premissa básica, o cerne entre o bem e o mal, que Os Imortais tece a trama que brinda um visual arquitetônico e de indumentárias dignas de escola de samba que faria Clóvis Bornay, Joãozinho Trinta ou Mauro Quintaes encherem os olhos de felicidade.

Teseu (Henry Cavill) é o típico camponês, embora altamente treinado nas artes de luta, lidando com situações extraordinários graças à invasão de Hipérion. Com a mãe morta pelas mãos do sádico déspota interpretado por Rourke, Teseu transforma-se num lendário guerreiro e a tão saborosa sopinha de clichês cinematográficos se inicia.

Livre arbítrio, fé nos deuses, a não interferência da deidade na humanidade são requisitos que fazem presença conforme manda o figurino para um épico de sandálias e espadas. Os deuses são belos, dotados de trajes carnavalescos e corpos esculturais, mas a tão remetida visão grega do físico não é evidenciada da forma como Zack Snyder o fez. Aqui a câmera está atenta as coreografias de ação altamente estilizadas.

Inevitável que as imagens de Tarsem Singh tragam comparações com 300 justamente pela  linguagem visual das batalhas, o que não surpreende já que Gianni Nunnari e Mark Canton são os produtores da obra do mestre do slow motion Zack Snyder. Mas as lutas aqui são elaboradíssimas, embora que com Leônidas e trupe o impacto visual talvez seja maior com os jorros e respingos de sangues numa violência mais crua e menos plástica.

Entre em cena na jornada do herói a oráculo e interesse amoroso encarnada por Freida Pinto, guerreiros que servem para praguejar e atirar lanças (Olha Stephen Dorff querendo voltar às grandes telas de cinema) e como derradeiro a liderança contra tirania, lutando por liberdade, pela família, pela imortalidade.

A seqüência clímax traz um tom épico emergente, simetricamente inerente a um filmão pipoca, esbravejado como um discurso inspirado ao público. É a palavra ‘continuação’. Com isso, parece que histórias de sandálias e espadas voltaram mesmo com força total.

Os Imortais vale pelas lutas, efeitos em CG, o impacto visual, e a beleza de Freita Pinto e Isabel Lucas (como Atena), mesmo o conto não se atento à mitologia como é contada nos livros. E o foco central na personagem de Henry Cavill prova que por mais que ele seja um simples mortal dos campos e lavoura, na verdade ele tem é habilidades que se equiparam à um super-homem, ou quem sabe à um deus grego?

Nota 8,0 – MANDOU VER


Continue reading

sábado, 31 de dezembro de 2011


Quando chega essa época, mais precisamente este dia 31 de dezembro, as pessoas costumam fazer planos, desejar tudo de melhor para quem gosta e vislumbrar momentos diferentes, momentos melhores. Mas essa é uma prática tão habitual e ao mesmo tempo sempre perseguida incansavelmente. 

Mas eu acredito que todos nós também devemos deixar o olhar pra fora um pouco de lado e olhar também pra dentro. Entender que por mais que este dia tenha um significado especial e uma atmosfera diferente, ele também faz parte do contexto das nossas vidas e que, por isso, devemos aproximá-lo ao máximo dos demais dias do ano, da nossa vida.

Todos os momentos do ano - de qualquer ano - são momentos para fazermos nossos planos (ou intensificá-los, fortalecê-los), para desejarmos e ajudarmos as pessoas que gostamos nessa busca pela felicidade, pela alegria e para pensamos em momentos diferentes e melhores. Mas não apenas com a ideia de que tudo tenha que mudar, mas que nós também tenhamos que mudar alguma coisa na busca pela evolução pessoal.

Este 2011 que acaba, que com certeza trouxe momentos marcantes para todo mundo, não deve apenas ser visto pelas costas, no desejo que acabe logo, mas sim ser tirado de lição. Com certeza cometemos alguns erros em algum momento. Mais certo ainda é que esses erros podem nos servir de aprendizado. E é a partir desses aprendizados que nos encontraremos o caminho para um ano com mais felicidade e alegria. Porque esse é o motivo das nossas vidas.

Que todos nós consigamos fazer de 2012 um ano bem melhor que o de 2011, começando por nós mesmos! 
 
Continue reading

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011


Por Wilson Hebert

Mal acordamos ainda sem estar totalmente recuperados da comilança do Natal e uma notícia originária do britânico The Guardian chamou atenção: a de que o Brasil havia ultrapassado a economia do Reino Unido, chegando ao sexto lugar. O que isso significa? Que o nosso país está tirando proveito das exportações para a China e para o Extremo Oriente. As relações comerciais com grandes potências e com os países emergentes vêm gerando um saldo positivo não apenas a nossa nação, mas também as nações integrantes do G20. Rússia e Índia, por exemplo, também vão subir algumas casas no ranking das economias mundiais.

Mas cada mudança nessa “classificação” possui um significado diferente, de acordo com as características de cada país. A Inglaterra vive tempos difíceis, de desemprego, de crise bancária e, pior, de recessão econômica. Dada a situação atual, poderíamos dizer que apenas batemos em bêbados... Pois é, mas nem esse é o caso. Outra classificação bastante importante, a do IDH, mostra bem qual é a nossa realidade: somos o 84º... Já o Reino Unido ocupa a 24ª posição.

Na semana que antecedeu o Natal, outra notícia foi inversamente impactante sobre a nossa economia: “a de que 6% da população vive abaixo da linha da pobreza”. De acordo com a presidente Dilma Rousseff, isso representa 16 milhões de brasileiros, cujos quais, receberam e ainda recebem a promessa de Dilma de saírem dessa situação ao final de seu governo.

O Brasil é um país muito grande, um dos maiores do mundo, bastante populoso. Temos uma quantidade de trabalhadores maior do que praticamente todos as potencias econômicas da Europa. É até natural que a nossa economia atinja bons números, o que acontece até com certo atraso. Entretanto, se a gente for comparar qualidade de vida (boa educação, bons transportes, boa saúde, boa segurança pública), ficamos muito, porém muito abaixo de qualquer potência (e de alguns emergentes também). Não dá pra comemorar nada enquanto isso não mudar. Quando entrarmos no ramos dos 30 países com o maior IDH, aí sim, teremos motivos pra sorrir e vislumbrar momentos melhores.

É claro que não é certo dizer que isso não significa nada, pior ainda reviver o complexo de vira-lata que vez ou outra teima em se deflagrar na reação dos brasileiros em inúmeros momentos. A corrupção ainda obtém proporção alarmante, decerto. Mas ninguém no exterior vai intervir no nosso país para mudar esse panorama. Essa atitude cabe a nós brasileiros. Ter a sexta maior economia do mundo mostra que nós temos riquezas, que nós temos potencial para crescer. Termos o consumo aumentado a cada ano mostra que nós temos condições de sermos auto-sustentável.

Porém, saindo do campo econômico e entrando no que temos mais dificuldade para crescer, que é o da qualidade de vida, não vejo outra resolução a não ser começando pela educação. Com melhor ensino, o sujeito adquire maior poder de reflexão, de análise, de nível crítico, de exigência. Tem o poder de concorrer a melhores empregos (melhores salários), de decidir melhor sobre quem deve lhe governar – e de agir quando o governante escolhido não cumpre com o seu papel. O que não pode, em hipótese alguma, é aguardar, sentado e pacientemente que lá, de onde vêm os tais alarmantes números de corrupção, seja tomada alguma atitude a fim de mudar esse panorama. O crescimento econômico, de consumo, etc. serve para mostrar que nós temos condições de virar o jogo, de levantar, respirar e pôr a mão na massa. Não apenas na massa de construção, mas também naquela outra, aquela que nos faz pensar...

Me siga no Twitter: @wilson_hebert
Continue reading

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011


Esse post foi publicado pelo Futebol & Variedades no dia 17 de janeiro 2009.

==
Por Wilson Hebert

Raul Seixas não nasceu pra música pra ser apenas um cantor. Não nasceu pro Rock pra ser apenas um ícone. Não nasceu pros seus fãs pra ser apenas um ídolo. Mas nasceu pro mundo pra ser um poeta, um pensador, um produtor de frases de impacto, frases loucas, mas ao mesmo tempo sinceras. Raul conseguia transformar tudo aquilo que acontecia consigo em palavras. Do fracasso à vitória. Tudo ganhava formas verbais. Para ele, a vida era feita de tentativas...

“Um sonho sonhado só, é apenas um sonho. Um sonho sonhado junto é realidade.” 

Raul Seixas nasceu na Bahia, no ano de 1945. Filho de pais burgueses e morador de um bairro de classe média, o jovem Raul recebeu muitas influências culturais em sua vida desde cedo. Foi um faminto pela leitura e apesar de ser dotado de uma incrível inteligência, Raul sempre foi uma negação na escola. De fato, era uma grande incoerência, mas enquanto ele devorava os livros em casa, repetiu por diversas vezes a segunda série ginasial.

Sempre conviveu com o rock n’ roll, já que por morar próximo ao consulado dos EUA em Salvador, tinha muitos jovens americanos (e roqueiros) como vizinhos. O gosto musical do astro do rock brasileiro era composto por Elvis Presley, Little Richard, Jerry Lee Lewis e Chuck Berry, e o blues dos negros do sul dos Estados Unidos, sem deixar de lado o baião de Luís Gonzaga e repentistas nordestinos. Em contrapartida, ele odiava a Bossa Nova.

Ele tinha tudo pra seguir a Tropicália, assim como seus músicos conterrâneos Gal Costa, Caetano Veloso, Maria Bethânia, Gilberto Gil, entre outros. Mas certamente, Raul teve uma cultura mais alternativa se comparada aos outros jovens da Bahia na época.

Ao iniciar sua carreira como músico em 1962, montando sua primeira banda, Os Relâmpagos do Rock, (que após um tempo passaria a se chamar The Panthers e mais tarde Raulzito e os Panteras) Raul decide largar de vez a faculdade de Direito para se dedicar tão somente a música.

O ritmo tocado por ele era basicamente o bom e velho rock. Mas alguns elementos da música nordestina eram bem comuns nas suas canções, como o Baião, o Xaxado e a música brega. Na formação da sua banda, passaram nomes como Thildo Gama, Perinho (guitarra), Mariano Lanat (baixo) e Carleba (bateria).

Raul, enquanto músico e jovem, foi definido por ele mesmo de uma forma que ficou marcada: “comecei a usar cabelo de James Dean, blusão de couro e beber cuba-libre, o que espantava meus pais burgueses de classe média”.

“Eu não sou louco. É o mundo que não entende minha lucidez...”

Forçando cada vez mais um ideal da sociedade alternativa da geração do pós-guerra e pelo misticismo, deu vida a sua anárquica guitarra e tornou-se um ícone na música e pensador de diversas gerações, que vão de jovens rebeldes da classe média e do subúrbio das grandes cidades, até empregadas domésticas, caminhoneiros, empresários etc.

Na Bahia, a banda de Raul grava um compacto que seria distribuído para rádios com duas músicas (sendo uma versão de Elvis Presley). Faz shows em clubes e emissoras de rádio e TV. Com isso, passa a ser o “embaixador” do movimento Jovem Guarda da época (liderado por Roberto Carlos, Jerry Adriani, Erasmo Carlos, Wanderléa etc.), por suas versões brasileiras dos sucessos dos Beatles.

Ao sair em turnê pelo Brasil abrindo as apresentações dos “Panteras” (banda de Jerry Adriani), grava seu primeiro LP auto intitulado. Mas o resultado do sucesso alcançado na Bahia não se repetiu nas outras cidades do país. Volta para Salvador muito decepcionado e pensando em abandonar a música.

“Não diga que a vitória está perdida. Tenha fé em Deus, tenha fé na vida. Tente outra vez!”

Em 1972, enfim, Raul tem o seu devido reconhecimento nacional. No Festival Internacional da Canção (concurso de música montado ano à ano pela TV Globo, de grande projeção) Raul consegue classificar duas músicas para participação. Foram elas Let Me Sing Let Me Sing (que chegaria às finais) e Eu Sou Eu Nicuri é o Diabo.

O público recebeu o músico com muito entusiasmo após o festival televisivo. A partir daí, surge seu primeiro contrato com uma gravadora, a Philips Phonogram. Lança então um compacto de Let Me Sing Let Me Sing e o LP coletânea de covers: “Os 24 Maiores Sucessos da Era do Rock” (que nem mesmo traz o nome de Raul, sendo lançado sobre o nome de uma banda, a Rock Generation). O segundo compacto, Ouro de Tolo, foi o seu primeiro grande sucesso.

“Nunca é tarde demais pra começar tudo de novo...”

Em 1973, com o LP “Krig-Ha Bandolo!”, Raul forma uma parceria que lhe trouxe alguns dos momentos mais marcantes de sua vida. Ao lado de Paulo Coelho, forma o grupo Sociedade Alternativa, anarquista, baseado na doutrina de Aleister Crowley e também destinado a estudos esotéricos.

Chegaram a projetar, em Minas Gerais, a comunidade alternativa Cidade das Estrelas. Devido ao encorajamento de disseminar idéias contrárias às apresentadas pelo governo militar da época, a dupla foi considerada subversiva. Raul (que aparentemente passou por sessões de tortura), Paulo e as respectivas esposas (Edith e Adalgisa) foram exilados nos Estados Unidos. Com isso, Raul conheceu alguns de seus ídolos durante o exílio, como Elvis Presley, John Lennon e Jerry Lee Lewis.

“Eu prefiro ser essa metamorfose ambulante, do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo“

De volta ao país, em 1974, Raul lança Gita, o seu segundo LP. Provavelmente, este foi o lançamento de maior vendagem e repercussão. Ganhou disco de ouro e participação na trilha sonora da novela O Rebu.

Diante do incrível sucesso roqueiro que começava a se alastrar pelo país tomando inúmeros aficionados pelo fenômeno Raul Seixas, a Philips relança os “24 Maiores Sucessos da Era Rock”, porém com o nome de “20 Anos de Rock” e dessa vez com o nome de Raul e não da banda como feito anteriormente. Na sequência vieram LP’s de grande sucesso como, Novo Aeon, Há 10 Mil Anos Atrás (que marcou como sendo o último trabalho feito com Paulo Coelho), Raul Rock Seixas, O Dia Em Que a Terra Parou.

Chegando ao final da década de 70, Raul começa a apresentar sérios problemas de saúde em decorrência do seu alcoolismo. Mas mesmo assim, permanece lançando seus trabalhos. Em seguida, apresenta aos seus fãs Mata Virgem, Por Quem os Sinos Dobram e Abre-te Sésamo. Mas à medida que ele aumentava a dosagem de consumo do álcool, seus problemas se agravavam. Raul passava a sofrer de hepatite crônica e começava a deixar por um fio seus contratos e shows.

“Que capacidade impiedosa essa minha de fingir ser normal o tempo todo.”

Não demorou muito para Raul enfrentar uma crise (mais uma) na sua carreira de músico. Os primeiros anos da década de 80 foram de queda nas vendagens do seu último disco até então, além de um longo boicote das gravadoras.

Mas em 1983, Raul novamente dá a volta por cima e estoura nas paradas com o Carimbador Maluco, que chegou a ser utilizada no especial infantil Plunct Plact Zumm da Rede Globo. Posteriormente surgem os discos Metrô Linha 743, Uah Bap Lu Bap La Bein Bum (com o que seria seu último grande hit, Cowboy Fora da Lei) e A Pedra do Gênesis (que cantou com faixas do Opus 666, projeto de Raul que acabou não sendo lançado).

Apesar de estar compondo e gravando, Raul vive uma série de projetos furados que acabaram não sendo lançados. Em 1988, sai em turnê com o também baiano Marcelo Nova, da extinta (na época) banda Camisa de Vênus.

Entre altos e baixos na carreira, um ano após turnê com o ex-Camisa de Vênus, os fãs de Raul vivem uma das datas mais tristes de suas vidas. No dia 21 de Agosto de 1989, apenas dois dias após o lançamento de A Panela do Diabo, morre Raul Seixas. A morte do astro baiano do Rock se deu em virtude de pancreatite crônica, hipoglicemia e parada cardiorrespiratória, conforme constatado em seu atestado de óbito.

“Eu vou ficar, ah! Ficar com certeza, maluco beleza!”

Completando essa interessante, maluca e sincera historia de vida, Raul tem cada vez mais reconhecido o seu talento, mesmo após sua morte ficando, com certeza, na memória dos admiradores do rock. Torna-se de vez um ícone não apenas do rock, mas da música brasileira. Vários registros póstumos e coletâneas são lançados de forma inédita garantido assim, a imortalidade da sua música.

“Pare o mundo que eu quero descer...”

Me siga no Twitter: @wilson_hebert
Continue reading


Por Wilson Hebert

Dessa vez, nada de esporte.

Esse acabou sendo o lema automaticamente escolhido para o Leitura Panorâmica. É natural que seja dessa forma, já que o blogueiro em questão, desde quando começou sua caminhada na blogosfera, sempre teve blog voltado para o esporte. Tudo bem que o lendário “Futebol, Música, Etc” (que depois virou Futebol & Variedades) tinha como princípio editorial a mescla de temas, sendo esportes ou não. Mas a primeira palavra do nome do blog era o que prevaleceria, principalmente nos primeiros anos de blog.

O Leitura Panorâmica será aberto a qualquer tema contemporâneo, com comentários e reflexões sobre assuntos que estejam em voga na sociedade, mas com espaço também para relembrar fatos importantes da música e do cinema.

Outro tema que aparecerá de tempos em tempos no Leitura Panorâmica será a literatura, com um foco para livros com temática ligada à comunicação social e outros assuntos que dê na telha deste blogueiro.

Por enquanto, deixo aqui o meu twitter: @wilson_hebert  
Continue reading